Havana, 1 julho (Prensa Latina)
Uma mensagem de respaldo ao presidente hondurenho José Manuel Zelaya ante o golpe de Estado perpetrado nesse país pela oligarquia, transmitiu René González em nome dos cinco antiterroristas cubanos encarcerados nos Estados Unidos desde 1998.
De acordo com o texto publicado hoje no jornal Granma, os compatriotas cubanos expressaram seu incondicional apoio e a segurança de que esse povo, armado de sua decência e amor à justiça, também vencerá.
Com profunda indignação estremeceram-se nossas cinco celas ante a brutal ação golpista em sua pátria, remanescente de um passado ainda fresco na memória histórica centro-americana, afirmou o documento.
Nesse sentido, destaca, "parece que o sinistro esquema fracassado em Caracas e aplicado depois com sucesso em Haiti, busca agora, com seu ensaio em Mesoamérica, reverter a inevitável tendência histórica de nossos povos para a superação de seus esquemas neocoloniais".
Hoje toca ao povo de Honduras, sob sua digna condução e em uma América que já não é a mesma, o honroso desafio de sepultar para sempre ao gorilismo, como instrumento de consumidas oligarquias reacionárias para as que pátria é sinônimo de mesquinhos privilégios, ressaltou a mensagem.
Como você, conhecemos por experiência própria da brutalidade de acordar sob assalto armado, da extração a meio vestir de nossos lares, enfatizou o escrito com respeito à forma empregada para tirar Zelaya da casa presidencial no momento do golpe de Estado em Honduras.
Assim também, na mensagem faz-se referência também do ânimo que infundem a oportuna expressão combativa de uma filha, ou a incondicional adesão da família, ou o clamor da solidariedade universal, ou o carinho incomparável de todo um povo.
René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González e Antonio Guerrero foram detidos em 12 de setembro de 1998 por defender a seu país de ações terroristas organizadas por grupos anticubanos desde a Flórida.
Depois de um julgamento qualificado de parcial e arranjado por reconhecidos juristas do mundo, receberam sentenças que vão desde 15 anos de privação de liberdade até dupla cadeia perpétua mais 15 anos.
pgh/mac/bj
quinta-feira, 2 de julho de 2009
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